“Seria compreensível que eu ao menos defendesse uma abordagem religiosa em relação aos fundamentos da prática da ética. É inegável que todas as grandes tradições de fé têm um sistema ético bem desenvolvido. Todavia, a dificuldade em vincular nossa noção de certo e errado à religião é o que em seguida precisamos perguntar: “Que religião? Qual delas apresenta o sistema acessível mais aceitável? Os argumentos seriam infidáveis. E mais podemos ignorar o fato de muitas pessoas rejeitarem a religião baseadas em convicções sinceras e não por simplesmente negligenciarem as questões mais profundas da existência humana. Não podemos presumir que tais pessoas não têm noção do que é certo ou errado, ou daquilo que é moralmente correto, só porque algumas das que são contra a religião possuem atitudes imorais. Alem disso crença religiosa não é garantia de integridade moral. Examinando a história da nossa espécie, vemos que os maiores responsáveis por conflitos - os que infligiram violência, brutalidade e destruição a seus semelhantes - havia muitos que professavam uma fé religiosa, muitas vezes em alto e bom som. A religião pode ajudar-nos a estabelecer princípios éticos básicos. Contudo, pode-se falar de ética e moralidade sem ter de recorrer à religião”
(Uma ética para o novo milênio, 2000. Editora Sextante)
domingo, 25 de maio de 2008
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Um comentário:
Te amo BB
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